janeiro 28, 2007

Consequências do SAMBA

Dói

Dói

Tudo é dor nesse momento...

Perdi a voz (estou rouca há 3 dias), meus pés estão em frangalhos e me mexer me causam muitas dores... nas pernas, nas cadeiras, na solas solas dos meus pés exaustos.

Tudo isso consequência da comemoração do meu aniversário no Beco do Rato na última sexta-feira. O Beco, após a divulgação no RioShow bombou e meu aniversário foi um evento, rs...

Sim meus caros, foram horas de samba no pé, exatamente 5h dançando ao som de Iracema, minha mais nova sambista favorita.

Início da noite...estou eu sentada com meus convivas que apareceram em grande número, não teve cadeira e mesa pra todos... cumprimentos, desejos de felicidades eternas, converso e recebo os presentes, todos me agradam, filme, cd, presentes fazendo menção a Betty Boop... sim, dizem que me pareço com a pin up (cá pra nós, eu tb me acho parecida)... quando mais que de repente, Iracema me chama pelo microfone, fala alto meu nome, anuncia meu aniversário, Beco do Rato lotado, o povo esperando a sambista continuar, vou até a mesa... ela me cumprimenta e canta CLARA NUNES!!!!!!!!!!!

O que eu posso fazer? No mínimo é cantar junto e sambar, e assim eu faço, todos abrem espaço, os amigos vieram dançar comigo, abrem espaço e me põem no meio, aquela noite era minha, só minha...

Eu amo Clara Nunes, pedi várias músicas, e Iracema me atendeu, cantou todas com maestria!

Pedi uma das minhas favoritas "Tristeza pé no chão" tirei as sandálias rasteiras, pés no chão... a música pedia e era disso que eu precisava, usei um vestido rodado vermelho, cabelo solto... me senti em casa, leve e feliz, estavam muitos dos meus amigos queridos, os novos e os antigos... cantaram e sambaram comigo...


A tal favorita:

"Dei um aperto de saudade
No meu tamborim
Molhei o pano da cuíca
Com as minhas lágrimas
Dei meu tempo de espera
Para a marcação e cantei
A minha vida na avenida sem empolgação

Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão
Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão

Fiz o estandarte com as minhas mágoas
Usei como destaque a tua falsidade
Do nosso desacerto fiz meu samba enredo
Do velho som do minha surda dividi meus versos

Nas platinelas do pandeiro coloquei surdina
Marquei o último ensaio em qualquer esquina
Manchei o verde esperança da nossa bandeira
Marquei o dia do desfile para quarta-feira

Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão
Vai manter a tradição
Vai meu bloco tristeza e pé no chão"



Sempre que ouço essas músicas penso no significado do samba. Samba é poesia cantada, no samba a gente encontra todos os sentimentos transformados em letras, deixem para os sambistas as dores, porque elas serão cantadas e embalarão muita gente...

São histórias tristes e/ou felizes, que são comuns a todo tipo de gente, porque todos sentem, todos sofrem, todos amam e desamam. Assim, mudam as personagens mas os enredos continuam sempre sendo os mesmos...



janeiro 26, 2007

Meu aniversário, o dia seguinte

Bem, o dia seguinte do dia real, meu aniversário mesmo foi dia 25 (ontem), hoje será a segunda comemoração, como deixei claro no convite oficial (post abaixo).

O jantar foi maravilhoso, familiares compareceram, além de colegas de trabalho, amigos antigos...comemos e bebemos horrores, rolou parabéns pra você nessa data querida, e ganhei livros... o último da Fernanda Youn, Aritmética. uhuuuuuuuuuuuuuuuuu!

Pois bem, desde já gostaria de agradecer aos amigos, foram dezenas de ligações, dezenas de demonstrações de carinho e atenção... torpedos logo pela manhã, e-mails, recadinhos no blog, enfim... valeuzão pela lembrança!

Os abraços continuarão hoje (depois escrevo o segundo agradecimento)

Pela manhã quando li o jornal, para minha surpresa, o BECO DO RATO é capa do RioShow do O Globo, ou seja, mais do que nunca estou antenada e não deixei por menos, estarei lá hoje! heheheehe

Muitos conhecerão hoje o lugar da moda, pé no chão, samba na rua, gente misturada, é disso que gosto.

Espero que hoje seja tão ou melhor que ontem, a animação está duplicada...

Samba, suor e cerveja.

janeiro 24, 2007

Em resposta a Diogo Lyra

Para Rapazes e Moças II
por Hilaine Yaccoub

Em resposta a Diogo Lyra


Vejo-me hoje passando por uma transfiguração que os fatos me impõem, me sinto decepada como a tal lagartixa que acabara de perder o rabo, pois o a vida concreta nos exige mudança. Meu eu que não mais existe era bom demais pra esse mundo, viver na ingenuidade e sem proteção é um suicídio que demora a se concretizar, é como um conta gotas de sangue saindo dos nossos pulsos cortados... ficamos imóveis assistindo aquele vermelho se esvaindo, e não agimos porque esperamos que ele se estanque, só que ele não pára.

Olho o meu rabo cortado pulando saltitante, uma parte de mim que já não me pertence mais, um rabo ingênuo, ignorante de tudo e por isso feliz, como aquela parte de mim que se foi... Assim como a lagartixa, eu sofro com a perda do rabo, porque era uma parte de mim que acreditava e cria antes que me provassem o contrário, era um rabo cor de rosa, pertencente a um mundo de mesma cor... rosa.

Sinto-me dolorida pela perda do meu rabo, confesso que ele me faz falta, estou aleijada das minhas melhores crenças. Uma dor enorme se instalou e vislumbro uma nova realidade, mais consciente do bem e do mal (se é que existem mesmo essas forças duais).

Percebo- me mais realista ao vivenciar os fatos e ao me relacionar com as pessoas que me cercam, agora sem o rabo, vejo que muitos se utilizavam de máscaras, forjavam sentimentos... e hoje, ter consciência da real origem dos sentimentos delas, da falta de verdade que me trataram... bem, me incomoda muito, o tal rabo rosa turvava a visão.

Do mesmo modo que o autor-narrador dessa história insólita, paro pra fazer um julgamento, sem entrar no mérito de certo e errado, mas apenas tentar entender se os conceitos que tenho hoje são reais ou foram influenciados pelo filtro do tal rabo cor de rosa cortado.

Não, não sou o rabo da lagartixa, não o quero mais, porque ele me fez sofrer de uma dor que até então eu desconhecia, uma dor de amor, de um amor que não existia na realidade, só na minha cabeça, que foi recebido e percebido pela má influência do tal membro.

Hoje já cicatrizada, me sinto mais leve, o tal rabo me prendia ao chão, me fazia ter um peso a mais, sem ter a possibilidade de alçar outros vôos, concluo que ele era um peso de fato.

Olhando bem para o meu corpo, vejo brotar em mim um outro tipo de membro, o que á princípio me assustou “será que o rabo voltará a nascer?”... ainda está no começo como que se estivesse germinando, examino atentamente... parecem asas, ele (o membro) tem o formato de duas asas, pequenas, finas, arredondadas porém fortes, tal qual as asas de uma borboleta.

janeiro 23, 2007

Meu aniversário, convite oficial

Queridos, meu aniversário está chegando... e como não haveria de ser diferente, irei comemorar fazendo festa.

Na realidade serão 3 dias de comemorações, um jantar em família e para os amigos niteroienses na quinta, dias 25 (dia do meu aniversário), um samba na Lapa na sexta (dia 26) para comemorar com os amigos cariocas, e um almoço dia 27 que uns amigos me oferecerão no Cosme Velho...

Ou seja, tem pra todos os gostos...

Pedi a Gigi, uma amiga queridíssima, que escrevesse um email-convite que fosse a minha cara, ela fez e todo mundo tá se divertindo com o diálogo, aí vai o convite oficial:


- Mais um ano, hein?
- Oi?
- Mais um ano, hein?
- Como?
- Mais um ano, MERDA!
- Você não berra comigo, Gigi!
- Mas eu não tô berrando.
- Não precisa berrar comigo!
- Eu ainda estou muito abalada com essa história toda, sabe?
- Que história?! Você sabia que isso ia acontecer desde o ano passado, ô maluca!
- Gigi, querida, não chame uma mulher prestes a fazer 29 anos de maluca.
- Por quê?
- Porque supondo que ela esteja, como eu posso dizer... fora de si, ela pode te atacar tal qual uma maluca. - Ih...
- A única parte boa nessa tragédia toda é poder reunir os amigos e beber até cair com a desculpa de que estou apenas comemorando o meu 'quase trinta' , né?
- Eu acho que não tem nada a ver você dizer 'quase trinta'. É pra quê?! Pra mostrar que você sabe fazer conta? Não sabe nem ver hora em relógio de ponteiro.
- Tem razão, Gigi. Tem de ser um negócio mais sucinto.
- Pra não perder o ritmo. É "o niver da Hi" e pronto. Pode ser também 'o pré-balzacamento da Hilaine'.
- O pré-balzacamento da Hilaine. Gostei desse. Ai, vai ser ótimo. Tô superempolgada com meu pré-balzacamento.
- Tu é meio bipolar, né?
- É que eu fiquei animada com esse negócio do meu pré-balzacamento. É bom de falar, né? pré-bal-za-ca-men-to! Vai bombar, Gigi!
- Ah, isso é! Mas vê se não bebe muito.
- Why?
- Porque quando você bebe muito, começa a chorar do nada, e é um pouco chata. Eu sempre sou a sóbria da mesa do bar e todo fica sempre tão chato...
- Tá!
-Então fechou. Vamos todos comer e bebemorar. Não necessariamente nessa mesma ordem!
- É isso aí! Sexta, dia 26 de janeiro, vamos todos comemorar meu aniversário no Beco do Rato. Estarei por lá a partir das 20h e espero vocês, hein!
- Hilaine, meu amor, tá falando com quem?
- Ué, meu Deus, com as pessoas!
- Que pessoas, ô maluca? Só tem nós duas aqui.
- As pessoas que estão lendo essa mensagem, né? Dãaaa.
- Ah, claro! Oi, gente. Tudo bom?
- Então, espero vocês dia 26, hein!
- Beco do Rato, a partir das 20h. Qualquer coisa me liguem.
- Ligo sim.
- Você não, né? Só eles.
- Ihhhh, grossa!
- Beijo e até lá.
- Até lá.

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Serviço: ANIVERSÁRIO DA HILAINE

Onde:Beco do Rato Rua Joaquim Silva, esquina com Rua Augusto Severo (aquela principal da Glória, da praia onde os travecos lindos fazem ponto)

Referência: esquina com uma termas chamada Rio Antigo, um prédio antigo amarelo todo iluminado, bem perto do Passeio Público, na Glória.

(já viu que tem pra todos os gostos ne?)

Tel: 2221- 8062

Aceitam cheque e dinheiro.

E O MAIS IMPORTANTE: O Samba é de graça!!! E a cerveja é de garrafa!

janeiro 22, 2007

A necessidade que não procede

Será que em se tratando de relacionamento a dois... realmente precisamos do outro?

Será que deixamos de viver outra paixão, ou viver outras experiências sexuais por causa da necessidade que encontramos em quem está com a gente?

Será que quando o relacionamento acaba, quando nos vemos sem o outro (que julgávamos precisar) ficamos orfãos?

Meus caros, a resposta é simples : N Ã O!

Vivemos uma mentira que repetimos sempre, como um mantra, escrevemos nos cartões e nos emails "preciso de você" mas na realidade, ninguém precisa de ninguém, porque se há uma relação simbiótica, quando se encontra o momento propício para mudar de par, a gente dá um olé e muda, dá um salto e parte pra outra, aquele que ficou... bem, digamos que passou, simples assim.

Na realidade, acredito que é uma falha nossa pensar que se precisa de alguém para ser feliz, acho que deveríamos pensar que o outro vem para dar uma cor a nossa felicidade que já existe, a paixão vem como um espécie de purpurina, que dá um brilho diferente ao que já está bom.

Não me permito sofrer pela perda, até sofro um pouco, até porque tanto tomar a decisão de terminar um namoro ou levar "um pé na bunda" machuca muito, pelo menos para mim, sinto da mesma forma. Dói fazer o outro sofrer... pra mim dói mais, porque desamar ( e dar a notícia ao outro) é muito pior que não ser mais amada e receber a notícia.

Talvez isso seja porque eu sempre tenho um Az na manga, sei me curar, lambo minhas feridas, minha saliva é curativa.

Provavelmente porque tenho amigos e amigas muito amorosos, uma família presente e uma gata que me dá carinho, chamego não me falta, se a carência bate, tenho sempre uns carinhas de prontidão, gente que faz de tudo pra me garfar, mas que como eles mesmos falam, eu uso sabão e escorrego feito peixe na água...

Não fico, não páro, não quero delimitar... não quero fazer parte da necessidade de ninguém, porque não há quem me faça acreditar que alguém verdadeiramente necessitaria de mim... como eu tem outras tantas mulheres maravilhosas que poderiam ser precisadas...

Eu preciso sim... da minha manicure, do meu sushi man favorito, da minha terapeuta (que a cada dia tem acertado demais os meus ponteiros), eu preciso dos serviços que me prestam.

E só.

O dia que eu precisar de algum homem, vou em algum catálogo e contrato um.

Exuberante e Lindo.

Mas continuo sem precisar, prefiro que não precisem de mim... assim, poderei viver o melhor com ele, curtir as dores e os amores, numa relação igualitária e desnecessária...

Pensando nisso, lembrei de um poema do Roberto Freire.


Pra Quem Ainda Vier a me Amar

Quero dizer que te amo só de amor.
Sem idéias, palavras, pensamentos.
Quero fazer que te amo só de amor.
Com sentimentos, sentidos, emoções.
Quero curtir que te amo só de amor.
Olho no olho, cara a cara, corpo a corpo.
Quero querer que te amo só de amor.
São sombras as palavras no papel.
Claro-escuros projetados pelo amor, dos delírios e dos mistérios do prazer.
Apenas sombras as palavras no papel.
Ser-não-ser refratados pelo amor no sexo e nos sonhos dos amantes.
Fátuas sombras as palavras no papel.
Meu amor te escrevo feito um poema de carne, sangue, nervos e sêmen.
São versos que pulsam, gemem e fecundam.
Meu poema se encanta feito o amor dos bichos livres às urgências dos cios
e que jogam, brincam, cantam e dançam fazendo o amor como faço o poema.
Quero a vida as claras superfícies onde terminam e começam meusamores.
Eu te sinto na pele, e no coração.
Quero do amor as tenras superfícies onde a vida é lírica porque telúrica,
onde sou épico porque ébrio e lúbrico.
Quero genitais todas as nossas superfícies.
Não há limites para o prazer, meu grande amor, mas virá sempreantes, não depois da excitação.
Meu grande amor, o infinito é um recomeço.
Não há limites para se viver um grande amor.
Mas só te amo porque me dás o gozo e não gozo mais porque eu te amo.
Não há limites para o fim de um grande amor.
Nossa nudez, juntos, não se completa nunca, mesmo quando se tornamquentes e congestionadas, úmidas e latejantes todas as mucosas.
A nudez a dois não acontece nunca, porque nos vestimos um com o corpo do outro, para inventar deuses na solidão do nós.
Por isso a nudez, no amor, não satisfaz nunca.
Porque eu te amo, tu não precisas de mim.
Porque tu me amas, eu não preciso de ti.
No amor, jamais nos deixamos de completar.
Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários.
O amor é tanto, não quanto.
Amar é enquanto, portanto.
Ponto.

sol, sol, sol

Advinha o que acontece quando um moça branquíssima vai à praia?

Pois é, tô vermelha! Merda!

O fim de semana foi pra lá de bom, relax total, praia, água de coco, churrasco... caipirinhas...

êta vida boa!

Conheci os lugares turísticos de Rio das Ostras, praça da baleia, Paradinha (onde tomei o melhor sorvete de ameixa da minha vida), andei por lá ,e foi uma pena o fim de semana não ser de 4 dias... queria ter ficado mais!

E sinceramente, ja coloquei mais uma meta para esse ano: viajar mais.

Como é gostoso sair da rotina e encarar um ar novo, pessoas animadas, mesmo que a gente não compartilhe do momento deles, só em estar perto já é legal pois a alegria contagia...

Relaxei horrores, tomei sol, dormi muito e voltei com energia renovada!

Agora é me cuidar pra enfiar o pé na jaca pro meu aniversário, serão 3 dias de comemoração, dividi os muitos amigos em 3 grupos diferentes, assim, poderei dar atenção a todos!

janeiro 19, 2007

Dica para o fim de semana

Como estarei viajando esse fim se semana, deixo uma boa dica para quem gosta de estilo e classe. A feira da Gávea é imperdível, ainda mais a EU AMO.

Vou curtir um fim de semana de descanso em Rio das Ostras e Búzios, na volta trago novidades para o blog...Beijos a todos e até a volta!

Hi




janeiro 18, 2007

Um Camelo que toda mulher quer chamar de seu!





"eu sou só um você
que você não quis
e querer é coisa tão pequena
que só não sou você por um triz"
Marcelo Camelo (texto de despedida do blog dele)
Meu pensamento diante do que li: ainda bem, ser "ele" deve ser muito chato!

O rio por onde a vida passa

Sempre ouvi essa música "Pra rua me levar" na voz da Bethânia, mas nunca prestei mta atenção na mensagem, no entanto hoje sentada sozinha no ônibus indo para o trabalho percebi o quanto me identifico com ela, o quanto ela transmite e revela o meu momento...

Viver o nosso momento, trocando passos com a solidão... não que seja ruim, mto pelo contrário, uma solidão proposital, uma escolha que a gente faz para que se possa investir a nossa energia em outras coisas que não seja relacionamento, que não seja o outro.

A gente aprende a se bastar, a gente aprende a não se precipitar, a não forçar uma situação de intimidade com o outro, porque sempre que uma relação é forçada simplesmente não se tem possibilidade para criar raiz.

No entanto, tudo que a música diz é que essa solidão é uma parte do aprendizado, é quando se volta para si próprio e se enxerga sem lentes cor de rosa mas com uma de aumento, é quando vemos onde erramos, e de forma tranquila e com muita serenidade traçamos o nosso futuro, prestando atenção no volume das águas do rio por onde a vida passa.

Pra Rua Me Levar

(Composição: Ana Carolina / Totonho Villeroy)

Não vou viver
Como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
Às vezes ando só trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você

É, mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas talvez você nem queira ouvir

janeiro 17, 2007

Sindrome da Micareta

Essa madrugada foi uma daquelas bem interessantes, virei a noite fazendo um trabalho e na alta madrugada um amigo me fez companhia. Começamos dando notícias da vida um do outro e por fim conversávamos sobre a vida, sobre relacionamentos, sobre o sexo dos anjos (e dos mortais também, rs)

O negrão é um daqueles tipos que tem assunto sempre, pra tudo ele vem com uma teoria, uma percepção inusitada dos fatos, o que torna a idéia colocada incontestável muitas vezes, e totalmente aberta para novas experimentações... o conheci via internet, sua mãe me apresentou enquanto conversávamos e munida de uma caneta e papel pegou meu email, logo ele me deu adicionou e pronto, nos tornamos íntimos em pouquíssimo tempo, mas isso não é incomum quando se trata de minha pessoa... me apego fácil e sempre é recíproco.

Começamos a falar sobre os relacionamentos homem e mulher na modernidade, quando ele me veio com a seguinte frase:

"ninguém mais confia em ninguém pois estabeleceu-se a síndrome geral da micareta"

É isso. Ele tá certo... como ele mesmo me disse um dia, hoje as pessoas se masturbam nos corpos do outro, o outro simplesmente virou um instrumento para nos dar prazer...

Estou desacreditada nos relacionamentos, porque quando esses começam a se estabelecer, algo acontece, eu mesma não me sinto preparada para o peso de uma relação séria que possa virar um casamento ou algo do gênero.

Já fugi algumas vezes, outras vezes apenas encaro a situação como algo passageiro mas que por me fazer bem até ameaço a fantasiar um relacionamento duradouro, mas logo caio na razão e meço os prós e contras... não, não será dessa vez, retraio e desisto novamente.

Eu tava pensando que talvez por ter ficado a beira do altar e ter desistido de tudo... acabei por procurar alguém que não me causasse nenhum tipo de pressão, saí de um noivado estável para encarar um namoro quase-adolescente, solto e bem menos comprometido, um estudante sem eira nem beira, alguém que fosse apenas um carinha, alguém que eu não precisasse levar em casa... um verdadeiro namoro juvenil, ou que se chama de namoro de estudante, com as belezas e delícias que ele pode proporcionar, assim como a imaturidade e exageros que vem junto no pacote. Dureza... céu e inferno juntos, colados.

Não, nem vou argumentar se valeu a pena, e nem vou querer travar um discurso demagógico e provar que tudo tem o seu valor, não, não tem.

Nem tudo é aprendizado, nem tudo é experiência. As vezes é apenas constatação. Um verdadeiro choque de realidade... relacionar-se com alguém inseguro que vive dramas primários é dose... já tinha me esquecido como era ter um namorico... eu já não sabia o que era ter um desses desde os tempos da faculdade.

Mas a gente só tem essa sobriedade quando a paixão vai embora e de repente tudo fica mais claro, uma lente de aumento é colocada na nossa vista e começamos a enxergar o real, e vemos que aquela relação era na verdade... superficial e que ouvir "eu te amo" não é prova de nada... são apenas palavras (que tb são ditas por nós sem nenhum compromisso com o verdadeiro significado).

Dizer "eu te amo" é bonito, é quente, é aconhegante, porque na verdade todos querem se sentir amados, e ouvir isso num determinado momento dá o toque perfeito para a ocasião ser inesquecível.

Sim meu caros, eu digo "eu te amo" sem nenhum comprometimento, porque naquele momento eu estou sendo fiel às minhas emoções (e só isso me importa), naquele exato momento eu estou amando de verdade, e falo: EU TE AMO.

Quem ouve que receba e faça disso o que quiser.

Eu apenas digo, lanço e me afasto, falar antes de dormir é uma boa estratégia, ou então quando se está meio alto devido ao vinho que acabou de beber com ele, peço silêncio... mando a letra: "eu vou te falar uma coisa, mas não quero que vc fale nada... eu te amo e cala a boca"

Pronto, simples, foi. Os outros "eu te amo" vem mais soltos, sem menos culpa, sem menos medo.

Dali pra frente, ele também manda os "eu te amos" dele.

É como a cena se constrói, até que de repente você olha pro lado e apenas está acostumado, pronto, tudo se estabeleceu novamente. Saco!

Mas como sair disso de novo? Você simplesmete se apega aos hábitos. A gente se acostuma com o corpo do outro, com o jeito, com a voz, a gente se empolga e tenta se fazer necessária... não, ele não precisa de você, até agora tinha vivido muito bem sem você.

Por que ter pena ou receio de sair fora? Por que insistir em alguém que simplesmente não dá sentido a nada? Coragem e ânimo, sai dessa, a mediocridade não combina com você...

(a mediocridade realmente não combina comigo)

Então tchau.

Que os micareteiros sexuais continuem suas trajetórias de masturbações vazias (e inúteis)porque sempre vai haver gente disponível para a amenizar a doença alheia, essa é a satisfação deles (ou delas)... carne putrefata já rançosa e sem sabor.

janeiro 15, 2007

Cultivar pessoas

Esses dias estava divagando com uma amiga sobre o cultivo de amigos. Tem gente que diz que amizade mesmo temos poucas, mas eu não acredito nisso.

Sinceramente, acho que qualquer pessoa pode ter muitas amizades, e elas podem ser verdadeiras sim, qual o problema? Acho que podemos ter pelo menos uma dúzia (ou mais) de bons melhores amigos, onde cada um tem uma importância diferente, onde cada um tem uma relevância num determinado momento das nossas vidas, e ao longo do tempo podemos ir reunindo amizades queridas, pessoas que nos representam muito.

A única questão é que pra se ter muitos melhores amigos, precisamos de tempo e esforço para cultivar e manter todos eles, distribuir nosso tempo para dar atenção a todos, seja através de encontros de fim de semana, ou seja através de emails... distribuir gentilezas, memorizar as datas importantes dos nossos estimados amigos também é um fator importante, porque se é importante para eles, deve ser pra nós também... porque ficamos felizes quando eles se sentem assim, e nos entristecemos quando as coisas não vão bem com eles... enfim...

Eu tento me dividir, fim de semana retrasado fui ao Candongueiro com duas amigas lindas, daquelas que estão sempre me convidando para mil eventos, mas que por falta de tempo eu sempre me desculpava e deixava pra depois... o dia finalmente chegou e curtimos muito a noite juntas, sambamos, cantamos sambas tristes, nos identificamos com alguns deles, e como sabíamos das histórias uma das outras, ríamos de tudo, das semelhanças, dos gatinhos levando toco... porque naquele dia éramos só nós, não tinha lugar pra cueca nenhuma! rs...

Esse último fim de semana também me dividi e acarinhei outras duas amigas, uma fez aniversário e deu uma mega festa (que tava pra lá pra de boa e ficará na memória com certeza) e levei uma outra comigo, nos maquiamos, nos vestimos lindamente e errasamos na festa... mil capirinhas foram tomadas, de limão, lima, maracujá... hummmmmmmmmmmmm

É assim mesmo, próximo fim de semana Buzios me aguarda, outras amigas alugaram uma casa e insistem que eu vá pra lá, rolará uma festa... e confesso que estou ansiosa para revê-las...

Da mesma forma que nos momentos de alegria os amigos estão presentes vejo novas amizades surgindo e se estabelecendo nos momentos difíceis... após a separação do meu ex-bofe, me vi cercada de tanta gente bacana que simplesmente se importavam comigo. Amigas que passaram a ser do peito, que mesmo a distância encontravam maneiras de me dar força, consolar e me mostrar a realidade, que estava turva devido às lágrimas nos olhos.

As lágrimas foram e se extinguiram (rapidamente até...) e hoje, as tais amigas da dor passaram a agitar as saídas...

Não troco essa dúzia de amigos por nada nesse mundo, só aceito mudar isso, se for pra somar mais gente, mais amigos animados e solidários, e eles sempre terão o melhor de mim, sempre.

Porque estar perto de quem nos acrescenta e de quem demonstra nos amar é realmente impagável.

Digo eu te amo pra eles sempre. Porque eu amo mesmo, e eles sabem disso. Cada um tem o seu lugar no meu coração, lugares e pessoas insubstituíveis! Concertezamente...

janeiro 08, 2007

a falta de um amor-inventado

Ultimamente tenho sofrido de saudade.

Isso, saudade como um sofrimento, como uma dor que começa lá dentro e explode nos olhos marejados em água quando escuto uma música bonita ou vejo o entardecer do sol na praia na volta do trabalho.

Hoje foi um dia desses, voltei pra casa ouvindo umas músicas lindas, maria rita, gal costa, nando reis, lenine, zelia duncan... e comecei a pensar na saudade.

É estranho ouvir tantas músicas bonitas e não ter em quem pensar, em não ter nenhuma referência do que é bom, do que a gente procura em alguém.

Vivi uma relação linda algum tempo atrás, mas na realidade era um amor inventado, ele na verdade era fruto da minha imaginação, meus olhos cor-de-rosa me boicotaram e acabei me iludindo, vivi enfim um relacionamento com uma fantasia. Existia carne e osso, mas a personalidade, o sentimento, o caráter, a pessoa em si, fazia parte da minha mais pura imaginação.

Nem preciso dizer que me frustrei. Pois o tal de carne e osso não chegava aos pés do meu amor-inventado, que era infinitamente melhor, mais doce e meigo, um homem invejavelmente inteligente, com um toque suave de masculinidade e uma beleza interior cativante.

E, sinceramente, é muito mais difícil esquecer uma fantasia do que uma pessoa de carne e osso. To com saudades dele. É difícil fazer com ele se torne presente sem um corpo para dar forma.

Hoje procuro aquele homem em outros corpos, procuro a minha fantasia em outra pessoa. Olho em volta e tento encontrá-lo, o meu amor-inventado (e lembro do Cazuza "adoro um amor inventado"), aquele que eu sempre quis encontrar e até agora não achei. Será que ele existe? Sim, já sei o que você vai pensar... eu sei, existe sim, na minha cabeça... rs

Começo a duvidar, e passo a acreditar que não esperar, não procurá-lo passa a ser uma estratégia no mínimo mais inteligente. Assim não crio expectativas... portanto não dou lugar pra frustração.

Talvez, enquanto um verdadeiro homem não me aparece, eu namore a minha fantasia, guardada a 7 chaves dentro de mim. Aquele que eu inventei, belo, gentil, suave e seguro. E que ama a vida acima de tudo, como eu, alguém feliz que verdadeiramente procura a plenitude na vida.

janeiro 07, 2007

O melhor da posse


Sinceramente, esse ano a posse do presidente Lula não teve graça, em outros tempos me vi chorando emocionada com o discurso, a passagem da faixa presidencial e tudo mais...

Esse ano... sinceramente o ponto alto foi o vestido da dona Marisa.

Dona Marisa Letícia escolheu um vestido de crepe amarelo - coberto por uma capa de renda de bilro tecida em formato de camélias... o que era aquilo? simplesmente lindo!!!!!

Genuinamente brasileiro, ela acertou na cor, na forma, em tudo, parabéns para assesoria de dona Marisa.

Fazendo pesquisas, vi que o estilista escolhido foi Walter Rodrigues (que eu amo, apesar de não ser um dos meus favoritos), e a capa de renda é de uma cooperativa de rendeiras.

O jardim de camélias entrelaçadas que cobriu os ombros da primeira-dama foi feito ao longo de 20 dias por 30 artesãs da Associação das Rendeiras de Morros da Mariana, uma comunidade de Ilha Grande, a 350 quilômetros de Teresina, no Piauí.

"A primeira-dama desfilou em carro aberto mostrando um produto brasileiro, prestigiando o trabalho feito por pessoas simples do Norte do País”, interpreta Walter Rodrigues.

Pois bem, eu concordo, produto brasileiro de melhor qualidade sendo mostrado para o mundo, o nosso melhor, artesanato está em alta na moda faz um tempo, e nada mais coerente que nossa representante maior, seja uma portadora desse movimento hand-made.

Vi numa matéria nesse domingo que a camélia amarela já virou a camélia-amarela-de-dona-marisa, e as pessos procuram pela flor, as rendeiras do Piauí afirma que estão usando o enfeite como broches e pregadeira de cabelo.

Eu queria uma camélia da dona Marisa...

janeiro 06, 2007

Promessas para o ano

Entra o ano novo e tudo é sempre igual, fazemos mil promessas para nós mesmos. Vontades e desejos de mudança, de concluir fases e conquistar novas etapas... necessidades de transformação.

Comemos 7 uvas, pulamos 7 ondas. Fazemos arroz com lentilha no Reveillon e tudo sempre fica igual.

O ano corre muito rápido, e não cumprimos metade da lista das tais promessas que nos impomos, nos frustramos.

O mais inteligente é não fazer listas, não dando lugar para futuras e possíveis frustrações. Porque no decorrer do caminho pode acontecer algo contra nossa vontade que fará com que mudemos o foco. O objetivo de antes passa a ser obsoleto, e vira um fantasma a mais. Pra quê?

Mas pensar em objetivos concretos para o ano é uma forma de se movimentar, de ter tesão em conquistar transformação, é o fazer acontecer, é a busca por satisfação própria.

E ter ambição (na medida) é saudável, principalmente se essa ambição for somada a dignidade e ao bom caráter. Ambicionar uma boa posição social, progresso no trabalho, sucesso na vida pessoal, uma boa forma física saudável, uma mente sã e equilíbrio emocional é mais do que necessário para se ter uma vida plenamente regrada.

E esse é meu lema para 2007 : E Q U I LÍ B R I O da mente, do corpo e do espírito.

Não adianta a gente pensar e desejar mudança se simplesmente não se contribui para que ela aconteça...

Comecei fazendo minha parte: entrei na academia, farei todos os dias no horário do almoço, já comecei o ano emagrecendo, perdi algumas roupas, mas nada mais promissor que precisar comprar outras porque o manequim diminuiu, isso sim é um ótimo motivo para ir as compras!!!

janeiro 04, 2007

A volta dos que não foram, ou o EX vira um eterno fantasma?

Ou é o ano novo, ou alguma coisa tá acontecendo no zodíaco que eu não estou entendendo...

Que alguém (Freud, Santo Antônio, Oxalá, Lacan, Santo Espedito e adjacências...) me ajude a entender a cabeça dos homens! PELO-AMOR-DE-DEUS!

Simplesmente... na última semana, alguns dos meus ex´s , na realidade uns 5 pra ser mais exata... voltaram a me procurar, ou se não procuram, tentam fazer contato de alguma forma.


(Deixo claro que não tenho tantos ex´s assim, estou incluindo os casinhos, rs)


O que isso significa????

Tô bege.

Hoje então, dois deles... um me manda um torpedo pra lá de esquisito em plena madrugada, pra ser mais exata às 5:30h da manhã, fiquei puta! Se essa era a intenção dele, ele conseguiu o que queria. Nem tanto pela mensagem, mas pela hora! Putz, trabalho igual a uma louca, durmo super pouco todos os dias, tinha ido dormir às 2h, e quando eu vejo, aquela droga da campainha do celular toca.

Pronto

Meu sono foi embora. Tchau travesseiro, tchau sossego, tchau soninho!

Merda, merda, merda, 5 mil vezes merda!

Caí no erro de responder ao bruto, pronto, ele queria brincar de torpedinho... era muita falta de noção! Helllooooooo! se ele não trabalha o problema é dele, mas tem gente que rala, e muito!

Sobre o conteúdo do texto? Nada muito expressivo... aquelas coisas de sempre, homem com orgulho ferido me pedindo pra pensar...

No mais, o único pensamento que me veio é:

o que faz um cidadão estar acordado naquele horário mandando torpedo pra ex??????

Sem comentários.

Venho pro trabalho igual a um zumbi, coloco um salto alto, me arrumo, tento edificar a alma e a imagem de alguma maneira, tinha que dar uma oficina pra 15 pessoas às 8:30h pontualmente, seria o primeiro contato, precisava me sentir bem, precisava dominar a pauta.

Tomei um guaraná daqueles e pronto! Deu tudo certo.

Conversando com uma colega de trabalho, resolvemos entrar na academia aqui perto do trabalho. Fico animada.

Amanhã começamos a malhar! Vou até o lugar indicado, subimos as escadas, quando chego na recepção... o que encontro???????????

Isso aí: mais um ex!

Não, eu não mereço isso. Acho que vou começar a pensar em mudar de cidade... mas nada de São Paulo e muito menos Juiz de Fora, eca!

Hahahahahahahaaha

O bruto ressurgido das cinzas da lembrança ainda reclama pq eu não o tinha visto logo de cara, e mandou a letra: pensei que não fosse falar comigo heim...

e ainda ficou perguntando se eu estava morando por ali, o que eu tava fazendo, me olhava de cima embaixo o tempo todo ... uó!!!!!!!!!!!!!!

Eu mereço isso?????

Socorro!

Sinceramente, espero que até à noite eu não encontre mais nenhum conhecido, acho que três ex´s num mesmo dia ia no mínimo, acabar com os meus nervos... rs

janeiro 03, 2007

Cartas-Desabafo

Lendo a revista Cláudia esse fim de ano, descobri uma coluna que amei. A coluna da Fernanda Young onde ela escreve cartas para várias pessoas e aborda temas diferenciados, carta para um chefe mau caráter que quer te ferrar, para um parente que não te deixa em paz, para gente invejosa, para o cara que partiu seu coração... enfim... A revista nem é a minha preferida, mas a Fernanda é impagável, gosto do jeito dela ácido e irônico de colocar as idéias, queria ser um pouco assim... talvez um dia eu consiga, quem sabe.


Carta- Desabafo- Padrão

"Envio esta carta porque nunca mais quero você na minha frente. E dessa vez falo sério. Nunca mais quero ouvir a sua voz, mesmo que seja se derramando em desculpas. Nunca mais quero ver a sua cara, nem que seja se debulhando em lágrimas arrependidas. Quero que você suma do meu contato, igual a um vírus ao qual já estou imune.

A verdade é que me enchi. De você, de nós, da situação sem pé nem cabeça. Não tem sentido continuarmos dessa maneira. Eu, nessa constante agonia, o tempo todo imaginando como você vai estar. E você, numas horas doce, noutras me tratando como lixo. Não sou lixo. Tampouco quero a doçura dos culpados, artificial como aspartame.

... Não quero mais descobrir coisas sobre você, por piores e melhores que possam ser. Não quero mais nada que exista no mundo por sua interferência. Não quero mais rastros de você no meu banheiro.

Assim, chega... chega de climas, de choros, de silêncios abismais. Pra quê, me diz? O que, afinal, eu ganho com isso? A companhia de uma pessoa amarga, que já nem quer mais estar ali, ao meu lado, mas em outro lugar? O tédio a dois - essa é a minha parte do negócio? Sinceramente, abro mão. Vou atrás de outro jeito de viver a minha vida, já que em qualquer situação diferente estarei lucrando. Mas faço questão de te dizer 3 coisas:

Primeira: você não é tão interessante quanto pensa. Não mesmo. Tive bem mais decepções do que surpresas o tempo que estivemos juntos

Segunda: não vou sentir falta do seu corpo. Já tive melhores, posso ter novamente, provavelmente terei. Possivelmente ainda esta semana.

Terceira: fiquei com certo nojo de você. Não sei por quê, mas sua lembrança, hoje, me dá asco. Quando eu quiser dar uma emagrecida, vou voltar a pensar em você pous uns dias.

Bom, era isso. Espero que estar carta consiga levantar você do estado deplorável em que se encontra. Mentira. Não espero nenhum efeito desta carta, em você, porque, aí, verei-me torcendo pela sua morte. Por remorso. E como já disse e repito, para deixar o mais claro possível, nunca mais quero saber de você.

Se, agora, isso ainda me causa alguma tristeza, tudo bem. Não se expurga um câncer sem matar células inocentes.


Adeus, Graças a Deus.

PS: esta não é mais uma dessas cartas-desabafo.
PS do PS: esta é uma carta-desabafo-quase-música-de-Adriana-Calcanhoto"

janeiro 02, 2007

Balanço de fim de ano: 2006

O que falar de 2006?

Balanço geral:

1) trabalhei e perdi o emprego, mas virei o ano com um emprego novo, muito melhor e bem mais promissor! Sucesso total! Te mete!

2) terminei um namoro, logo comecei outro que também acabou (ufa!)... a fila anda, rs... e em 2006 como andou! Ok OK OK... fechada pra balanço, mas porque quero, deixo claro desde já! rs

3) conheci uma possível co-orientadora, fui lá, peitei e convidei, ela me aceitou! coisa boa demais da conta! viva!

4) dancei muito, sambei, forrozeei, fui a shows imperdíveis e alguns memoráveis, fechei o ano no show da Maria Bethânia, uau!

5) conheci muita gente, arrebanhei amigos incríveis, que serão eternos, assim espero! Amigos solidários na dor e companheiros de diversão, ou seja, gente no mínimo muito versátil! Já aprendi a amá-los!

6) conheci mta música boa nesse ano, Roberta Sá, Los Hermanos e Arnaldo Antunes são as aquisições mais relevantes.

7) amigos antigos voltaram a cena, gente do colégio, ex-namorados apaixonados e eternamente adolescentes.

8) comprei roupas incríveis e elegi algumas grifes como favoritas.

9) descobri o prazer de ter um Dior e um Givenchy, e o desprazer de ter um Kenzo. Enjoei rápido demais do Flower! como pude???? Freud explica?

10) aprendi que preciso urgentemente a duvidar dos homens, eles não são confiáveis, pq talvez pensem mesmo com a cabeça do pau, simples assim... sabedoria popular deve ter a sua importância e merece respeito! rs